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18.8.09

Soja / Soy beans



Aqui está, toda a minha colheita de feijão de soja - não dá nem para um copo de leite. Mas no próximo ano... vou poder semear os feijões nascidos no meu próprio quintal.

This is my entire crop of soy beans! Not much but next year I'll sow my own beans.

2.8.09

Ouro negro / Black gold

Em meia hora ou menos: 800 gr. de amoras. Com poucos arranhões.
A chuva dos últimos dias deixou os frutos limpos mas mesmo assim passei-as por água antes de congelar.

800 gr. of blackberries in less than half an hour - and very few scratches. Not bad.

26.7.09

O primeiro pepino / First cuke

Comprei a planta num viveiro, pensando que era uma courgette. Já sonhava com as sopas e estufados que aí viriam. Achei estranho o formato da planta, à medida que crescia: não lançando ramos em volta mas um único rebento, onde nasceram flores...

This was supposed to be a zucchini plant, all I got was a cuke!

4.10.08

A colheita de hoje


Diospiros (Diospyros kaki)
Logo de manhã, uns belos diospiros para oferecer a um contacto do freecicle. Tenho mais, para quem quiser.

17.9.08

A minha "aboboreira", que nasceu fora do tempo no caixote de composto, deu uns frutos estranhíssimos. Alguma mutação?
Vou aguardar para ver o que vai acontecer.

4.9.08

Arrumei mais alguma lenha. Ramos e troncos, cortados, que foram deixados em vários locais do quintal. A pilha de lenha no palheiro aumenta a olhos vistos - julgo que tenho lenha para dois anos.
Os ramos mais pequenos, com vários raminhos, estão a ser amontoados e provavelmente vão ficar à chuva; ocupam mais espaço, não tenho onde os pôr e são suficientemente rijos para não os conseguir partir à mão.
O Pingo veio para o meio das ervas, junto do sítio onde estava acumulada alguma da lenha. Observei, curiosa, que se mantinha aninhado e atento. Pensei que talvez estivesse a aproveitar o calor. Quando o vi aos saltos, a correr junto das árvores é que reparei que perseguia um ratito. Tentei afastá-lo mas antes de fugir conseguiu abocanhá-lo. Coitado, já estava ferido - não pude fazer mais nada. Detesto que eles cacem.

1.9.08

Compota de amoras




Hoje fiz compota de amoras e maçãs. Os campos à volta de casa estão cheios de silvas, desaproveitadas e sobretudo desprezadas.
Eu conheço este tesouro escondido entre os espinhos. Na minha adolescência, nos Açores, ia com a minha mãe e às vezes com as minhas primas apanhar amoras. Ficávamos todas arranhadas e com as mãos roxas com o sumo das amoras mas era divertidíssimo. É uma das tradições que gosto de manter.

Hoje encontrei um post interessante, sobre o mesmo tema, em SmartSpending.


A minha nova composteira

A composteira antiga encheu-se em menos de um ano. Há pouco tempo nasceram uma aboboreira e algumas batateiras, que cobrem o caixote. É tempo de aumentar o espaço...
Uso duas paletes que vão ser pregadas à composteira antiga.
Forro com plástico, para manter a humidade e a temperatura; usei uma cortina de chuveiro velha, que aguardava um projecto.

A primeira camada é de ramos secos para permitir o arejamento junto ao solo. Usei aparas resultantes da limpeza do quintal e que têm estado espalhados pelo chão.
Falta-me arrranjar uma forma de prender a parte da frente porque é menor. Depois também tenho que arranjar uma cobertura - plástico, alcatifa velha, o que aparecer.

29.8.08

Le petit trianon

O meu palheiro (como é chamado na aldeia) ou, segundo um amigo, o petit trianon, foi construído num declive de terreno acentuado, o que permite um fácil acesso à parte traseira do telhado.
Era antigamente uma eira. Os donos anteriores ergueram paredes, colocaram um telhado e equiparam-no com electricidade. Tem servido de arrumo para lenha, ferramentas e tem cordas para estender roupa.
Como está junto a três pinheiros gigantescos tinha o telhado coberto de folhas e pequenos ramos.
Com uma vassoura consegui recolher a maior parte das agulhas de pinheiro, que guardámos em dois sacos para acender a lareira no inverno. Não é absolutamente necessário, porque o chão tem uma camada espessa de folhas.
Os pedaços mais pequenos, outras folhas, bagas, terra, foram recolhidos com a ajuda de uma pá de lixo, para juntar aos materiais da composteira, que já está cheia.
Tempo de trabalho: 1 hora, duas pessoas; nada mal.
Recolhi a lenha que há dois meses esperava na parte da frente da casa. Este pequeno monte consistia em restos da sebe e os troncos da tangerineira que estavam mortos. Os sapadores deixaram-mos, cortados e alinhados, por baixo da tangerineira, a secar.
Agora estão ao fundo do telheiro, já secos, prontos a serem usados na lareira.

25.3.08

Estou em férias. E a recuperar de uma gripe.
Às oito da manhã ouço um tractor, parado junto à casa. Interrogo-me sobre quem será. É o Sr. Jorge, que vem lavrar os terrenos acima do meu. Afinal, os vizinhos estão a preparar-se para semear batatas... eu não, não sei cuidar delas. Nem tenho a persistência necessária para limpar as ervas todas, que adoooram aparecer.
Visto umas calças de treino e um casaco, subo o quintal e vejo o tractor ao fundo, com as correntes a tilintar. Galgo dois campos, entre as ervas, faço-lhe sinal e peço-lhe para tratar do meu quintal também. Está combinado.
As ervas vão ser cortadas, deixadas a "cerejar"? "serejar"? - não encontro no dicionário, mas sei que quer dizer que ficam a secar. Daqui a uns dias, nova passagem para "frezar", misturar ligeiramente as ervas com a terra, desfazer os torrões que existam. Não quero lavrar, que revolve muito as camadas de terra e mata ainda mais bichos.

20.3.08


Finalmente os dias estão mais longos. Há já algum tempo, eu sei, mas tenho chegado a casa bem mais tarde.
Estava inspirada pela primavera e cheia de saudades de cuidar do jardim. Aí fui com a cortadora de ervas (sim, eu não tenho uma coisa chamada relva), eléctrica e com um fio de corte que tem que ser substuído a cada meio metro de percurso, o belo capacete amarelo que tem uma rede que dificulta a visão, as luvas que afinal deviam ser mais espessas por causa dos picos. Perco mais tempo a levantar a protecção do capacete e a puxar o fio de corte do que a utilizar a máquina.
Mas não interessa. Os braços doem, o ar cheira a ervas frescas, metro a metro fica o quintal com um ar mais organizado.
Posso adicionar "verdes" à composteira, que tem sobretudo "castanhos" e está seca. Nela descobri umas plantas frondosas - batatas? Não me lembro como foram lá parar.
O diospireiro está coberto de flores brancas, os pessegueiros têm flores rosa e umas folhas verdinhas, ainda frescas.

29.7.07


Hoje fiz um bolo; daqueles que não têm nome.
Vai-se juntando um conjunto de ingredientes básicos, respeitando algumas proporções... e aí está: um bolo. Há muito que não tenho paciência para seguir receitas. Este levou alguns ingredientes que as chamadas pessoas "normais" não usam nos bolos.
Mas antes fiz leite de soja, que usei no bolo. O restante será utilizado para beber e incorporar noutras receitas. Tenho uma máquina óptima que prepara 1 litro de "leite" em 20 minutos com um custo inimaginável - qualquer coisa como 0,20€/L. Mais que qualquer outra coisa, gosto de fazer tofu (a um preço irrisório) e utilizar a okara para incorporar em receitas. A okara é o polme de soja resultante do processo.
Depois fui apanhar amoras; em menos de 15 minutos apanhei uma pequena quantidade que cobriu o fundo do recipiente que levava. Limpei-as e congelei-as; quando tiver mais faço uma compota; ou um gelado (feito com leite de soja, para desespero de alguns).

27.7.07

Palestra Agricultura Biológica

Agricultura Biológica
Palestra apresentada pela Engª Elsa Canavarro (Escola Superior Agrária de Coimbra)

Sábado, 28 de Julho às 15.30 horas
No Café Falcão - Vale de Colmeias

Participe e seja solidário:
Traga 1 pacote de leite meio-gordo ou 1 pacote de cereais para o pequeno-almoço. Estes donativos são para a Comunidade Juvenil S. Francisco de Assis, que acolhe 60 jovens.

18.4.07

Tomate temperado

Plantar tomateiros junto de cidreira ou funcho faz com que o tomate tenha melhor sabor.

Notícias da quinta I

Levei menos de duas horas para plantar o meu "cento" de cebolo, 3 pepineiros, aí umas vinte alfaces, um molho de morangueiros e outro molho de tomate "coraçao de boi".
Seguindo as instruçoes recebidas de manha de uma das vizinhas, arranjei uns ramos (no caso, de pinheiro), "construí" uma armaçao e cobri de palha (ervas secas que estavam numa pilha). Aparentemente o tomateiro é sensível ao sol - deve ficar corado, sei lá...
As alfaces, essas plantei-as com cores alternadas: uma roxa, uma verde, ao longo do muro da horta; talvez fiquem mais protegidas do sol... talvez fiquem mais a jeito de serem comidas pelos bichos que lá andam.
Tenho mais de metade da horta ocupada.

Um cento é uma centena

Em Miranda do Corvo, há mercado às quartas. É grande e variado, como é suposto um mercado ser.
Comprei um regador de 20L com chuveirinho, obedecendo à minha vizinha I. É o melhor para regar canteiros acabados de semear e plantinhas pequenas. Custou-me 5 euros, nao achei caro.
Procurei cebolo (de onde nascem as cebolas... há cebolo, cebolas, cebolinho, cebolinhas... já começo a distinguir) mas só vendem "centos"; pergunto à vendedora "isto é muito, nao é?!" e levo logo a resposta: "Entao um cento é uma centena, sao cem..." (Duuhh!) Passadas 2 horas, lá me decidi pelo "cento"; talvez sejam menos...

16.4.07

Notícias da quinta

Em curtíssimas sessoes agrícolas, fiz hoje tres novos canteiros de feijao de soja, feijao azuki e lentilhas. Sao todos de origem biológica, espero que nasçam.
As cebolinhas nasceram quase todas e a batata também já está a nascer.

7.4.07

Levantei-me tarde; já passava das 9 horas. Quando me levanto tarde fico mal-disposta, como se deprimisse. Passei quase duas horas na cozinha; a máquina de lavar louça está avariada. Pior que lavar louça é arranjar um sítio para a por a escorrer; dentro da máquina parece-me uma boa ideia.
Ontem, na feira de Semide, comprei plantinhas para a horta. A horta fica longe da casa e ainda nao tenho motor de rega; a melhor soluçao é limpar um pouco de terreno junto ao pomar. Passados vinte minutos estava pronta para tirar a camisola e mudar para uma t-shirt.
O trabalho na terra é duro, pelo menos para quem nao está habituado a tanto esforço.
Ainda nao "conheço" bem as ferramentas, daí que experimento várias para uma mesma tarefa. A foice nao corta, auxilia-me no arranque das ervas... ou nao está afiada ou eu tenho muito pouco jeito para isto. O que vale é que a terra é fofa; sacudo as raízes, para que os torroes se soltem.
Vou amontoando as ervas um pouco mais abaixo, com um ancinho. Esta é a tarefa mais fácil, nao há nada a saber; com o impulso do ancinho a bola de ervas rola terreno abaixo.
A cadela deitou-se no caminho de terra fofa, a apanhar sol; fechou os olhos e mantém um sorriso - sim, os caes também sorriem, ao contrário de várias pessoas que conheço. A confiança é total e fica indiferente à passagem, perto, da enxada.
Nao consigo trabalhar mais do que uma hora, tenho mesmo que parar.