
Os homens avaliam a minha enxada. Sao mais tímidos que as mulheres e só falam comigo depois de algum tempo. Comentam o cabo envernizado, a lamina limpa. Um deles aproxima-se e pega-lhe; esboça um sorriso. "O que foi?" pergunto desconfiada? "Fiz uma compra péssima?"
"Não, não; até que não é má. Quanto custou?"
"Quanto acha que vale?" atiro-lhe.
"Bem, uma boa enxada..." Interrompo, com medo das comparações: "Uma boa enxada não, uma enxada normal...". "Bem, uma Belota (é uma marca espanhola de alfaias) custa-lhe aí uns treze euros."
Aliviada, digo-lhe que comprei a minha por seis euros, no Continente. É uma Tramontina, brasileira. Gostei do texto gravado no cabo: Brasil - reflorestamento.
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