11.4.09

Detergente roupa

Hoje estou a fazer um detergente para a máquina da roupa. Segui uma receita em inglês, que dá nomes diferentes aos produtos; tive que procurar no google as composições químicas, para perceber de que produtos se tratavam... e não explodir a cozinha!

São eles:
Sabão - de preferência vegetal (na foto, uma barra de sabão de Marselha) - 1,50 euros/barra
Potassa, um sal (sódio) que em contacto com água a 60 graus tem efeito branqueador - 1,20 euros/kg
Perborato - 2,10 euros/kg
Óleo essencial (facultativo)


Materiais necessários:
Uma panela grande
Uma colher de pau de cabo comprido
Um ralador
Um balde de 10L

1- Ralar 130g de sabão, com o ralador.
2- Colocar o sabão ralado na panela, juntar 1,5 L de água e levar ao lume. Deve-se mexer de vez em quando, até que o sabão esteja completamente derretido.
3- Juntar 1/2 chávena de potassa + 1/2 chávena de perborato e mexer até começar a fazer um gel.Na minha primeira experiência, a panela de 22 cm não foi suficiente; tive que passar parte da mistura para outra panela, antes ainda de formar um gel - a espuma desatou a expandir e finalmente tive que pôr tudo no balde de 10L.
4- No balde, mexer bem e ir enchendo até ao bordo com água quente. Neste ponto pode-se juntar o óleo essencial; eu usei um óleo de alfazema.
5- Deixar arrefecer, mexendo de vez em quando, para que a mistura não se separe.

Depois de frio, o volume diminuiu e em vez da espuma ficou um líquido gelatinoso a cheirar a alfazema...
Finalmente: custo de 10L de detergente: 0,89 euros!

10.4.09


A Lucky aprova a decoração nova; afinal, qualquer rapariga sabe apreciar renda.



4.4.09

É sábado!

Hoje levantei-me tarde, deviam ser 10.00h.

Quando abri as portadas para a varanda, vi alguns dos vizinhos a cuidar dos quintais. Ontem a terra foi arada por um trator; ficou todo o terreno com um aspecto limpo e "arrumado". Hoje vi-os a pôr herbicida nas zonas onde o tractor não chega. Faz-me impressão o uso de herbicidas mas o combate às ervas está perdido à partida - basta olhar para o meu próprio quintal.

Enquanto estive no quintal a fazer alguma limpeza de ervas, pus a máquina de pão a trabalhar.
Três horas depois, cá está o pão pronto e bem dourado. Faço-o com farinha integral a que junto alguma farinha de milho, farinha branca e, nas últimas vezes, glúten de trigo. Misturo também sementes de girassol, de abóbora, papoila e sésamo. É delicioso, não tem comparação com o pão que se compra.

Também fiz a comida da Lucky, durará cerca de 2 semanas; é uma
mistura de carne, legumes, cereais, que congelo em doses
individuais. O aspecto não é o melhor (pelos meus padrões) mas a Lucky e a Pinta adoram-na.



5.3.09

Leite de soja

Tenho uma máquina para fazer leite de soja. Faz um litro de cada vez, é rápida e tem funcionado bem.
O único problema é que 1 L de leite faz uma quantidade de tofu pequeníssima...
Resolvi experimentar a receita tradicional; sem máquina, para ver se era capaz.
Não é difícil; preciso de coordenar-me para não perder tanto tempo.
Levei 1.30h, se não me engano.
O feijão de soja foi demolhado durante a noite - um pouco mais de 300gr, era o resto que tinha em casa. Com a varinha mágina fui moendo os grãos com água e pondo numa panela grande. Depois coei o líquido e a polpa, com a ajuda de um passador de cozinha, para outra panela. A polpa obtida, chamada okara, foi guardada (sobre esta falo depois).
Levei a panela a lume brando uns 15 minutos, para "cozer" o leite; rendeu 2,5L; poderia ter acrescentado mais água, mas não me lembrei disso, estava preocupada em seguir as indicações que tinha e acabei por me atrapalhar um pouco; estou convencida de que poderei fazer o processo mais rapidamente.
Utilizei todo o leite para fazer tofu: desta vez, consegui encher a forma e obter um bom pedaço.

8.2.09

Um passarito veio fazer uma visita. Quando abri a porta, lá estava ele pousado na soleira. Não fugiu; parecia ser pequeno (mas não estamos em época de filhotes...); apanhei-o sem dificuldade. Não sabendo o que fazer e para o pôr a salvo das feras que tenho em casa, levei-o para a casa de banho, para o examinar.
Mantinha um dos olhos fechados, não tentava fugir. Deixei-o em cima de uma toalha no chão, para ver se recuperava. Voltei algumas vezes para ver como estava e quando pensava que podia estar doente e vir a morrer, encontrei-o no cimo de um dos cabides de toalhas.
Ao tentar apanhá-lo, voou por toda a casa de banho; felizmente que a porta estava fechada.
Pareceu-me recuperado. Finalmente consegui apanhá-lo; assim que abri a mão, na rua, voou energicamente para as árvores próximas.

24.1.09

Esta noite houve uma tempestade fortíssima, com chuva e vento.
Ainda por cima a luz faltou durante várias horas, até de madrugada.
Hoje o dia está limpo, com o sol a brilhar; as levadas estão cheias e ouve-se água a correr por todo o lado.